 |
“Bóia”, “Toco”,
“Manoella”. Assim como os aviadores durante
na Segunda Guerra colocavam nome em seus aviões,
nós também damos nome às nossas
pranchas.
Por que?
É uma extensão da personalidade
de cada um.
Desenhos, grafismos, frases, palavras,
ilustrações nas pranchas mostram um pouco
daquela pessoa.
|
Quantos de nós já não
paramos conversando com a prancha dentro d´água?
Para muitos parece loucura, mas para nós é a
certeza de que aquela “gata” compreende tudo que
nós falamos. Quando eu comprei a minha Mach 7.7, dormi
abraçado nela. Eu devia ter uns 15 anos. Era menino
virgem de pranchas mais experientes como aquela. Me lembro
que ela fez eu ficar satisfeito a noite inteira de tão
feliz que eu estava em estar ao seu lado. E o agrado no outro
dia? Apenas tive que jogar ela dentro d´água
e ela me fez muito feliz, novamente.
 |
Prancha nova então, nem se
fala. Cuidamos mais da prancha do que da própria
gata nossa. “ – O que? Tu tá maluca,
não coloca isso aí não, vai machucar
ela” Quem passa por trás do muro não
sabe que a gente está falando da prancha e não
da cachorra. Au.. au...
E analisando a prancha, então?
Ficamos horas e horas vendo aquela linda companheira
que vai envelhecendo junto com a gente. Lembro-me de
uma campanha da antiga surf wear Lighting Bolt que dizia:
” – Minha namorada disse que se eu continuasse
a surfar, ela me deixaria. Que pena, vou sentir saudade
da minha namorada”. E havia uma foto de um cara
dormindo abraçado em sua prancha. Bela campanha
publicitária.
|
Não fale nunca a um surfista ou bodyboarder:
“ - Isso é apenas uma prancha”. Você
pode magoá-lo profundamente. “Isso” é
a Manoella, a Carol, o Toco, a Bóia, a ... aquilo que
está ao seu lado e é certamente quem mais conhece
os seus mais íntimos segredos.
Não deixe de conversar com a sua prancha
hoje. Ela também é sensível. E certamente,
quando compreendida por você, vai lhe possibilitar muitos
momentos de prazer dentro de um tubo. Isssaaaaaaaaa.... |