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Estamos novamente próximos
ao Inverno. Mares grandes, de ondas geladas e, infelizmente,
redes. O assunto novamente se torna atual no momento em que
mais vítimas ficam enroscadas em redes de pesca no
Litoral Gaúcho. Percebam que não representa
apenas uma preocupação, mas uma realidade que
a cada ano se repete. Uma novela. Bem que novela é
de ficção e no nosso caso é pura realidade.
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Governo e pescadores não entram em um consenso
nessa questão. Não podemos culpar apenas os pescadores,
a vida suada dessa turma reflete a necessidade de sobreviver em
um País que dá oportunidade a poucos. Por outro lado
podemos colocar uma parcela de culpa em cima de nossos governantes.
Afinal com os três poderes juntos – Legislativo, Executivo
e Judiciário – deve existir a harmonia para encontrar
a solução para esse caso. Vidas humanas estão
em jogo.
Me recordo de quantas redes já vi no litoral
rio-grandense e de quantas vezes fiquei apavorado com o tamanho
das cordas que seguram essas redes dentro d´água. Surfar
com redes é um perigo constante tanto para o surfista veterano
quanto para o moleque que está começando a pegar as
primeiras marolas.
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Não adianta por outro lado alguns
“espertos” como forma de protesto irem até
o local e cortarem as cordas que seguram as redes dentro
do mar. Aí o problema só tende a piorar, no
momento em que a rede fica solta e vai de acordo com a maré.
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O maior protesto acredito que seja a consciência
e a procura de uma solução que seja boa para todos.
Que não interfira no meio ambiente, que seja uma forma digna
do Ser Humano sobreviver e que, é claro, seja de altas ondas
a serem surfadas.
Consciência, gurizada, e muito surf. A próxima
manchete que quero ver na Zero Hora deve ser “SURFISTAS SE
DIVERTEM NO INVERNO” e não “MAIS UMA VÍTIMA
NAS REDES DO LITORAL”. |